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18 de dezembro de 2025
Pesquisa conduzida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Datafolha identificou a Veste S.A., conglomerado de moda brasileiro, como a companhia com maior proporção de mulheres em cargos de diretoria. O estudo avaliou mais de 400 organizações e apontou que a empresa reúne indicadores superiores aos do mercado no que se refere à ocupação feminina de posições estratégicas. O relatório destaca que 67% da alta liderança é composta por mulheres, percentual associado a políticas internas de diversidade e governança corporativa.
Segundo os dados divulgados, a presença feminina não se restringe ao topo da hierarquia. As mulheres representam 77% do quadro de colaboradores, proporção semelhante ao peso desse público na base ativa de clientes identificada da empresa.
A diretora financeira e de Relações com Investidores, Elisa Lima, afirma que “Esse reconhecimento reforça que diversidade não é um discurso, mas uma prática diária na Veste. A diversidade na liderança está diretamente conectada à qualidade das decisões, à cultura ética e à sustentabilidade do negócio no longo prazo”.
A própria trajetória do grupo é apontada como influência desse resultado. As marcas que originaram a companhia nasceram de iniciativas femininas — entre elas Le Lis, fundada por Traudi e Rahyja, e Dudalina, criada a partir do projeto de Dona Adelina. Essa formação é citada como elemento que sustenta o discurso de legado e como argumento cultural para justificar a forte participação de mulheres no processo decisório.
O CEO Alexandre Afrange ressalta que a empresa opera em um cenário no qual mulheres ainda enfrentam barreiras estruturais, e defende que o estímulo à liderança feminina tem valor simbólico e organizacional.
Com presença nacional, cerca de 3,5 mil funcionários e atuação no mercado de moda premium, a Veste S.A. aparece no levantamento como um caso observado por investidores e agentes do setor que associam diversidade às práticas de governança. O reconhecimento público, segundo o estudo, reforça a leitura de que ações voltadas à equidade de gênero podem ser compreendidas não apenas como posicionamento institucional, mas como política capaz de influenciar inovação, desempenho e reputação corporativa.
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