
Por
Bloomberg
Publicado em
27 de novembro de 2025
A fabricante chinesa de vestuário esportivo Anta Sports Products Ltd. está entre as que estudam uma potencial aquisição da Puma SE, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A Anta, cotada em Hong Kong, tem trabalhado com um consultor para avaliar uma oferta pela Puma, disseram as mesmas fontes, que solicitaram anonimato por se tratar de informação confidencial. A empresa poderá se juntar a uma sociedade de capital de investimento (private equity) caso decida avançar com uma proposta, acrescentaram algumas dessas pessoas.
Outros potenciais interessados poderão incluir a rival chinesa Li Ning Co., disseram as fontes. A Li Ning, empresa homônima do lendário ginasta que a fundou, tem discutido opções de financiamento com bancos numa análise preliminar à Puma, adiantaram. A Puma poderá também atrair o interesse de empresas de vestuário esportivo, como a japonesa Asics Corp., acrescentaram.
As discussões são preliminares e não é claro quais os potenciais interessados que avançarão com propostas, disseram as fontes. As expectativas de valorização do maior acionista da Puma, a multimilionária família francesa Pinault, podem representar um obstáculo significativo a qualquer transação, acrescentaram. As ações da Puma caíram 62% em Frankfurt este ano, conferindo à empresa uma capitalização bolsista de 2,5 bilhões de euros (2,9 bilhões de dólares).
A holding Artémis, da família Pinault, detinha 29% da Puma no final do ano passado, segundo o relatório anual da empresa.
A Anta – que detém marcas como a Fila e a Jack Wolfskin – valorizou 9% nas negociações em Hong Kong este ano, o que lhe confere uma capitalização próxima de 31 bilhões de dólares. Um consórcio liderado pela Anta, que também incluía a sociedade asiática de capital de investimento FountainVest Partners, pagou 5,2 bilhões de dólares em 2019 para adquirir a Amer Sports, proprietária de marcas como a Salomon e a Arc’teryx.
As ações da Li Ning subiram 7% em 2025, elevando a sua capitalização para quase 6 bilhões de dólares.
Um representante da Anta não respondeu a pedidos de comentário, enquanto representantes da Artémis, da Asics e da Puma recusaram comentar.
Em resposta a uma questão da Bloomberg News, a Li Ning afirmou, em comunicado, que continua focada no crescimento da sua marca e que não realizou quaisquer negociações ou avaliações “substanciais” relacionadas com a Puma.
François-Henri Pinault, sócio-gerente da Artémis, afirmou em setembro que a participação na Puma é “interessante”, mas “não estratégica”, e que mantinha em aberto as opções quanto a essa posição.
A Puma tem procurado se renovar sob a liderança do novo diretor-executivo, Arthur Hoeld, depois de, nos últimos anos, não ter conseguido gerar grande entusiasmo entre os consumidores pelos seus produtos. Em julho, a empresa alemã nomeou Andreas Hubert, ex-quadro da Adidas, para diretor de operações. Hubert é um veterano de 20 anos na Adidas e, nos últimos quatro, foi diretor de sistemas de informação da empresa.