Um mergulho na piscina é um dilema para quem colore os fios, mas você sabe por que essa combinação é tão temida? E como evitar os possíveis danos aos fios? Para responder essas questões, bati um papo com a dermatologista especialista em tricologia, Dra. Ana Carina Junqueira (@draanacarinajunqueira), e com o cabeleireiro João Bosco (@jobosco), embaixador de Kérastase.
Cloro, o vilão dos cabelos tingidos
O cloro é um tipo de química oxidante, que faz com que a cor dos fios desbote, explica Carina. “Ele também oxida a melanina natural dos cabelos, contribuindo para clarear e dar um aspecto esverdeado. Além disso, o cloro também pode quebrar os aminoácidos do fio, deixando-o ressecado”, diz.
O cabeleireiro esclarece que todas as químicas são afetadas com a exposição frequente à água da piscina. “A água clorada pode acelerar o desbotamento de tinturas e afetar a estrutura das cutículas de cabelos com progressivas ou relaxamentos, causando ressecamento e fragilidade”, afirma João.
Cuidado redobrado com os fios claros
As loiras devem ter um cuidado extra quando se trata de curtir a piscina, pois o cloro altera a cor dos cabelos, deixando com um tom verde. “Ao ser aplicado na piscina para limpeza, o cloro oxida metais encontrados na água, um deles é o cobre, também presente em produtos algicidas (usados contra a proliferação de algas). Quando o cobre é oxidado, ele se liga às proteínas dos fios porosos (muito encontrados nos cabelos descoloridos e loiros) e causa a coloração esverdeada”, explica a dermatologista.
A textura do cabelo influencia a intensidade do dano
Os fios muito finos são mais frágeis e menos resistentes a produtos químicos como o cloro e o sulfato de cobre, sofrendo assim mais danos e maior risco de serem quebrados, esclarece Carina. Então, quanto mais frisado o fio e mais abertas as cutículas, o cabelo absorve mais as substâncias presentes na piscina.