
Os desafios do assoalho pélvico
Entre os maiores desafios que o assoalho pélvico pode enfrentar estão o parto, o envelhecimento e a menopausa. Segundo a ginecologista Aline Ambrósio, qualquer tipo de parto pode ter consequências como incontinência urinária e disfunções sexuais. “O uso de fórceps (que pode ser aplicado para auxiliar a retirada de um bebê do útero) ou vácuo extrator nos partos onde ocorrem grandes lacerações musculares pode deixar a mulher com dificuldade para sentir prazer na relação sexual, por afastar ou alargar a musculatura”, diz a médica.
Por conta disso, o cuidado preventivo na gestação já é preconizado há alguns anos. A partir da 29a a 30a semana, muitas gestantes são encaminhadas a especialistas para fazer um treinamento do assoalho pélvico, aprendendo a contrair e relaxar os músculos. “Isso comprovadamente diminui as lesões do músculo no trabalho de parto, tanto no normal como no parto cesárea. Nos dois casos, o estiramento do útero, que ocorre com o crescimento do feto, causa lesões nos ligamentos que sustentam os órgãos pélvicos. Assim, fortalecer e aumentar a consistência da musculatura, para evitar complicações, é realmente preventivo”, comenta a médica.
O envelhecimento também pode causar o enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico. “A partir dos 40 anos, a mulher vai perdendo massa muscular e colágeno, responsáveis por manter os ligamentos com sua função plena. Com isso, ocorre uma descida dos órgãos pélvicos, útero, bexiga, reto e da parte final do intestino para dentro da vagina, o que chamamos de prolapso genital e é popularmente conhecido como bexiga caída”, diz Aline. Esse afrouxamento da região, como você já deve imaginar, é responsável por questões como incontinência urinária e disfunções sexuais.
As mudanças trazidas pela menopausa também impactam o assoalho pélvico. Nesta fase, além da perda de colágeno natural da idade, há ainda mais perda de massa muscular por questões hormonais, com a baixa de estrogênio e testosterona. Isso faz com que a posição adequada dos órgãos na pelve mude, aumentando a chance de incontinência de urina e outras alterações.
Para o sexo, na menopausa há normalmente uma redução da lubrificação natural causada pela queda hormonal, o que pode trazer dor e contrações involuntárias da musculatura da região e consequentemente causar a queda da libido e do prazer. Na falta da lubrificação natural, os lubrificantes podem ajudar, já que reduzem o atrito, evitando dor, irritação e fricção desconfortável. No mercado, há opções que promovem hidratação e equilíbrio do pH, como os das marcas Feel, Lubs, Pantynova e INTT Cosméticos, e outros que agregam sensações especiais, como o Jambu Vibes, da Lubs, e o Booster Excitante, da Pantynova, que exploram os efeitos provocados pelo jambu. Já o recém-lançado hidratante intravaginal da KY promete aumentar a lubrificação local por 72 horas e restaura a umidade natural da vagina com vitamina E e ácido láctico – este ácido, aliás, de origem natural, também é encontrado na mucosa e, além de hidratar, retém água na parede da vagina e ajuda a manter o pH da área íntima, proporcionando uma sensação de conforto.