Qual o futuro da K-Beauty?
A metodologia sul-coreana influenciou não apenas os cuidados diários com a pele, mas também a demanda dos pacientes em consultórios dermatológicos. Mariana Gradowski conta que observa diariamente em sua prática uma busca maior de procedimentos que visam a melhora global da textura da pele, firmeza e luminosidade, com resultados naturais e progressivos.
A especialista esteve presente no Koreaderma 2025, congresso mundial de dermatologia que aconteceu na Coréia do Sul no ano passado e destacou as principais tendências da estética para os próximos anos. Entre elas, ela ressalta os protocolos regenerativos, multicamadas e altamente personalizados.
Ativos presentes em séruns e cremes, como os exossomos e o PDRN, lideram os tratamentos regenerativos. “Já injetáveis como os bioestimuladores de colágeno seguem em destaque, agora com uso mais estratégico e respeitando a anatomia e a dinâmica facial. Além do PLLA, a Coreia vem difundindo o PDLLA, com partículas mais estáveis e maior previsibilidade clínica. A toxina botulínica amplia seu papel, sendo utilizada em microdoses com função reparadora, modulando inflamação, cicatrizes e melasma”, conta Mariana.
Entre as tecnologias, a médica frisa a radiofrequência monopolar, que se destaca pela capacidade de reorganizar fibras de colágeno e preservar a gordura facial, tornando-se especialmente relevante em pacientes que utilizam medicações emagrecedoras.
As prospecções são ainda mais positivas para aqueles que têm pele acneica: “O foco voltou-se à glândula sebácea, com dispositivos capazes de modular sua atividade e reduzir a inflamação de forma mais duradoura”, conta Mariana.
A K‑Beauty traz lições valiosas: rotinas com propósito, ênfase na prevenção e produtos que respeitam a fisiologia da pele. No Brasil, adaptar texturas e escolher formulações apropriadas é o caminho para incorporar os benefícios sem exageros. E, para procedimentos e tecnologias, a palavra de ordem é: avaliação individual e acompanhamento profissional.