2. Não se trata de força de vontade
Algumas pessoas parecem manter um peso estável com relativa facilidade, enquanto outras têm dificuldades. A diferença não está apenas na força de vontade.
O peso corporal é influenciado por uma série de fatores. A genética desempenha um papel importante, por exemplo, afetando a rapidez com que queimamos calorias, a fome que sentimos ou o quanto ficamos saciados depois de comer. Algumas pessoas são geneticamente predispostas a sentir mais fome ou a desejar alimentos altamente energéticos, o que torna a perda de peso ainda mais desafiadora.
Fatores ambientais e sociais também desempenham um papel importante. Ter tempo, dinheiro ou apoio para preparar refeições saudáveis, ser ativo e priorizar o sono faz uma diferença real – e nem todo mundo tem esses recursos.
Quando ignoramos essas complexidades e presumimos que o peso é puramente uma questão de autocontrole, contribuímos para o estigma. Esse estigma pode fazer com que as pessoas se sintam julgadas, envergonhadas ou excluídas, o que, ironicamente, pode aumentar o estresse, reduzir a autoestima e dificultar ainda mais a adoção de hábitos saudáveis.
3. As calorias não são tudo
A contagem de calorias é geralmente a estratégia padrão para perda de peso. E embora a criação de um déficit calórico seja essencial para a perda de peso na teoria, na prática é muito mais complicado.
Para começar, os rótulos de calorias dos alimentos são apenas estimativas e nossas próprias necessidades energéticas variam de um dia para o outro. Até mesmo a quantidade de energia que absorvemos dos alimentos pode variar de acordo com a forma como são cozidos, digeridos e a composição de nossas bactérias intestinais.
Há também a ideia persistente de que “uma caloria é apenas uma caloria”, mas nossos corpos não tratam todas as calorias da mesma forma. Um biscoito e um ovo cozido podem conter calorias semelhantes, mas afetam nossa fome, digestão e níveis de energia de forma muito diferente. Um biscoito pode causar um rápido pico de açúcar no sangue e uma queda, enquanto um ovo proporciona saciedade (plenitude) e valor nutricional mais duradouros.