Quais os sintomas da perimenopausa?
“Quando a paciente chega aqui no consultório muitas vezes ela ainda está menstruando. Mas já tem alguns sintomas. Esses sintomas podem começar a qualquer momento. Em geral, depois dos 40 anos, a gente tem um declínio muito importante dos folículos e da função ovariana.
Esse declínio mais abrupto que começa a acontecer em geral depois dos 40 anos é que vai ser responsável pela grande maioria dos sintomas que as mulheres começam a experimentar nesse período. Então, com a diminuição do funcionamento dos ovários, existe uma diminuição da produção dos principais hormônios que são o estrogênio, progesterona e a testosterona. Muitos dos sintomas podem ser tanto pela diminuição do estrogênio, da progesterona”, continua ela.
Os sintomas que ocorrem antes da menopausa estão relacionados às alterações menstruais. O fluxo menstrual pode aumentar e essas mulheres podem também ter sintomas vasomotores, sudorese noturna, roxo cutâneo, aumento da temperatura corporal, ondas de calor (que fazem a gente arrancar a roupa, e não é modo de falar), distúrbios do sono (é comum demorar mais de uma hora pra dormir e/ou acordar às 3, 4 da manhã), queda de energia, fadiga, dor nas juntas, e alterações laboratoriais dos hormônios. Sim, alguns sintomas se confundem com a menopausa. “Por quê? A menopausa é a falência ovariana instalada e a perimenopausa é a falência ovariana em progressão”, explica Loreta.
Adeus, querido estrogênio
“Isso acontece porque o estrogênio está ligado à toda a nossa atividade do corpo, inclusive no centro da temperatura. Por isso, a mulher começa a sentir alterações de calor em uma temperatura menor que a média populacional – com pequenas variações de 0,3 graus centígrados, por exemplo, a gente já sente calor. E essas pequenas alterações levam a grandes reações do corpo. E aí, a gente sua em bicas. E depois, minha amiga, vem um frio danado.
A queda do estrogênio tem uma repercussão em uma grande parte dos órgãos – cérebro, pele, mama, vagina, osso e músculo. Pode mudar o humor também – precipitando depressão, quadros de ansiedade e a perda de massa magra. Outro sintoma é o ressecamento vaginal.
Os efeitos da queda do estrogênio vão além: faz com que a insulina trabalhe mal – então, pode provocar aumento dos índices glicêmicos. Tem uma repercussão na atividade do colesterol. Então, vai diminuir o colesterol bom e aumentar o colesterol ruim. A mesma queda de estrogênio vai diminuir a remodelação óssea. Então, a mulher começa a perder osso de uma forma mais rápida, principalmente o osso da coluna.